João Batista Silva
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Paradisíaco das Correspondências
O mundo das correspondências...

Não há encanto maior que o paradisíaco das consonantes trocas de comunicações através da liberdade de escrever determinados assuntos, em especial, conformidades de alimentar os vultos preliminares dos conceitos abrasadores da intimidade, do superego na caminhada do paraíso celeste.

Seria assim, uma caminhada sem restrições, sem se preocupar com as consequências contaminadoras, que poderiam resbalar os principais mecanismos de inibição das agressões morais, quer sejam parciais, ou totais dos valores, que agradam os impulsos conscientes ou inconscientes, dos modelos padronizadores da substituição de técnicas avançadas, com criteriosas fontes e formas de se corresponder, podem ser citados a internet, e-mail, cartas, ofícios e muitos outros.

Se verificarmos dentro da comunicação escrita, nadaremos mar adentro na mais perfeita embarcação, em que as navegações vão se deslizando, até se perderem de vista nas imensas ondas espumantes, às vezes, esbranquiçadas como as nuvens, que também deslizam em abundância no espaço celeste. Uma sobrepondo a outra. E milhares de gotas de águas vão subindo dos encontros das marés e se encontrando com tantas outras de igual proporção que vão se desprendendo e jogando das nuvens através de chuvas, e se encontrando naquela planície marítima, que na realidade também acompanha os movimentos circulatórios da esfera terrestre. As gotas vão se encontrando e se fundindo, tornando-se inseparáveis.

Não há correspondência maior que se jogar nos braços da felicidade, tentando encontrar o paraíso, a liberdade de viver, com quem a vida é fonte sagrada da imortalidade do amor. As vidas vão se misturando, se tornando inseparáveis na ocupação do espaço, do tempo e da alma.

Muitos calculistas se frustraram diante das falhas, nos mais diversos encontros ocasionais de relevância das partes mobilizadoras do corresponder e ser correspondido. A correspondência fala por si, por um, por muitos e em especial pelos sentimentos de todos.

Os meios técnicos são abundantes na ocupação espacial. Os teóricos são de relevância, sofisticados, imprevisíveis, acalentadores e improvisados, com particularidades de cada um no seu mundo dos sentimentos. Assim como as gotas de águas que se encontram das chuvas e das tempestades marítimas, vão se jogando no mar e reintegrando as imensas águas oceânicas, com específicas bravuras na diversificação alegórica de uma tempestade, que acabou em uma linda festa dos marinheiros sorridentes, das embarcações gigantescas, que depararam com a terrível tempestade passageira, que não demoraram por encontrar as calmarias e se reencontrar as terras natalinas, os portos e suas sonhadas famílias, os amores apaixonados, as partes de suas vidas que não foram. E as que ficaram reencontrar as partes de suas vidas que não ficaram, e se completarem como as gotas de águas.

É interessante argumentar assim. Parece mais uma forma de esquecer tantas outras particularidades com essências ainda mais fervorosas. Se perceber a rigor, os luminosos faróis do desejo, que tem em alimentar a particularidade de cada um; entende-se, que os sorrisos, as esperanças, os gestos, as belas palavras, até algumas contradições, são as tempestades, as gotas de águas, que vão se misturando através das paixões, dos equilíbrios, dos fortes olhares, das formas de cada uma se manifestar e de se entender às manifestações de seu amor. E então fundir-se, misturar-se, encontrando suas partes e se complementando. Tornando-se insolúveis.
Assim é o amor!

Bom Despacho, 15 de outubro de 2004
João Batista Silva

Obs: Paradisíaco – Paraíso Celeste
Resbalar – Do espanhol, tropeçar
Paradísico – Celestial
Consonâncias – Sons harmônicos
Vultos – Aspecto
João Batista Silva
Enviado por João Batista Silva em 23/02/2016
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