João Batista Silva
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A Taça de Vinho
O vinho que serviram a todos naquele dia de festa, de amor e esperança para muitos, de corações apaixonados, foi o mesmo, chegando a transbordar alegrias e emoções por todo salão.
Os dançarinos aos poucos se espalhavam salão adentro, no mais perfeito equilíbrio emocional de festas, de beijos, de desejos, que invadiam os corações, aos mais nobres gestos sentimentais da alma, da razão e da paixão.
De pouco em pouco, outro garçom visitava a mesa novamente e refazia as dosagens e a simpatia aumentava em ritmo de festa, de felicidade inigualável. Aquelas músicas pareciam cair uma a uma no fundo do coração e atingir o íntimo de cada ouvinte, de cada dupla que dançava, que se divertia, que sentados estavam a namorar, a conversar, a traçar planos de esperanças futuras, de decisões inevitáveis e desejos de serem felizes.
Antes que os ânimos se esfriassem, as músicas eram remanejadas, as taças de vinho recompletadas e novamente os delírios se perdiam na imaginação do tempo e do espaço, na mais perfeita condição de amor sem limites.
E novamente, voltava alguém propondo alternativas de vinhos, de taças, de sabores ainda desconhecidos por muitos que não são frequentes na modalidade. Outros sim, liberados, condicionados através do bom gosto, da sensibilidade fascinante, que mergulhavam em muitos sentimentos, o desejo de aperfeiçoar a cada instante, em ritmos prontamente delicados da sabedoria, do amor sem fronteiras.
Muitos, com vinho, sem vinho, são profundamente estáticos, insensíveis, de corações inatingíveis... Até parecem não conhecer os princípios relacionados com os sentimentos, amor e saudade.
Viajam profundamente alimentados pelos sentimentos do não saber dançar, do não gostar. São extremamente bondosos, mas não se adaptam às festas.
E o vinho em dosagem moderada, em ritmo de alegria, consegue equilibrar os pontos equidistantes da emoção, do prazer e da vontade, do saber respeitar e viajar, nos mais distantes veículos condutores das infinitas saudades, paixões e amizades.
Aquele vinho saboroso não deve faltar nas festas, onde o amor tem razão de ser, de existir, de possuir, de vencer.

Bom Despacho, 24 de outubro de 2004.
João Batista Silva
Enviado por João Batista Silva em 27/07/2016
Alterado em 27/07/2016
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