João Batista Silva
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A Mulher e seu Espaço
Uma energia invade delicadamente o íntimo desgastado e sonhador de um ser que muito tem a receber da mais sublime criatura, a mulher.
Mulher, quando lembro-me dos momentos lindos que tivemos, jogo-me nos braços do destino e entrego-me aos mais simbólicos encantos de inteira satisfação, que alivia em muito os anseios, que vão invadindo a vida sorridente e criadora que ainda resta em mim. Das habilidades que recebi do Criador, prefiro, é claro, destacar de modo sutil, aquelas que vão se referindo a você, mulher. Sua identidade é própria, inimitável, inigualável, insubstituível. A força da liberdade, o carinho de mãe, o respeito, a voz que respalda todos os projetos criativos de uma família equilibrada, sonhadora e que não compactuam com os conceitos discriminadores impostos por uma injusta sociedade arcaica e depredadora dos verdadeiros valores que uma geração tenta lapidar ao longo dos tempos.
Mulher, quando sonhava com um mundo moderno, mais compreensível e não era compreendida por muitos de seus admiradores e convencidos heróis sofredores, que dissimulando seus sentimentos, empolgados apoiam-se no efeito aquisitivo, que o poder limita a uma classe, que acredita no orgulho ferido, que alimenta a irrealidade ou as fugas de si mesmo.
Mulher, muitas vezes seus sentimentos são incompreendidos injustamente, seus direitos são esquecidos, ignorados dentro da própria igualdade dos que se emanam na desconfiança do egoísmo, que subestima a inevitável força daquelas que conseguem suas independências na perpetuação da espécie. É sem dúvida, um mistério também, porque a vida é um grande mistério diante das pequenas e insignificantes criaturas que somos na dimensão dos ocupantes terrestres. Muitas vezes, sua sensualidade, suas feministas decisões, suas liberdades, suas palavras convencedoras, suas lágrimas, seus sorrisos encantadores, sua vontade de vencer, de exemplificar, de socorrer, de enfrentar riscos da própria vida nas gravidezes, que ocorrem de modo inesperado, inconsequentes, inoportunas e você, mulher amada, querida princesa, a recebe e a transforma em uma vida, em muitos casos trabalhando, nos mais diversos lugares, conduzindo funções incompatíveis com a feminilidade em determinadas situações.
Você que enfrentou e enfrenta graves problemas sociais, não por ser mulher, mas por ser alguém que procura conquistar o seu espaço, dentro de um mundo em que, às vezes, muitos não compreenderam ainda.

Bom Despacho, 01 de Outubro de 2004, às 17h.
João Batista Silva
Enviado por João Batista Silva em 07/12/2017
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