João Batista Silva
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Os Telefonemas

     Os telefonemas e suas repercussões no mundo das comunicações no início do terceiro milênio.
     Milhares de pessoas usufruindo do direito de habilitar seus aparelhos celulares e expandir no universo as invenções tecnológicas, que chegaram para globalizar a face da terra e seus bilhões de habitantes.
     Os continentes, países e cidades, vilas e bairros, regiões distritais, fazendas, caminhoneiros, viajantes e todas as classes sociais, têm se manifestado favoráveis ao uso do aparelho celular, nas facilidades de se comunicar, de se tornarem próximas umas das outras, na ocupação do planeta terra.
     Não se deve descartar grandes dificuldades de muitos na aquisição do aparelho, principalmente na sua manutenção, que pesa em muito na receita de cada família. Muito embora um avanço em massificação obteve êxitos nos últimos anos através da evolução natural de todos os seguimentos envolventes das sociedades.
     O telefone celular foi e é grande potencial nas comunicações. Foram passos dados à distância, que elevaram os sistemas de telefonia fixa aos sofisticados aparelhos modernos, que se espalham por esse mundo afora de modo assustador.
     A humanidade ganha em muito na geração de empregos, nas elevações de idéias e projetos de expansão, das reformas em abundância das velhas redes e tantas outras vantagens, que merecem especiais atenções.
     Outras circunstâncias se agregam aos anseios e desejos do povo em se comunicar com rapidez, segurança e liberdade, através do veículo condutor, o maior processo de comunicação no espaço aéreo.
     Nos campos da política, dos negócios comerciais e empresariais, das culturas religiosas, dos governantes e do povo de modo geral, é sem dúvida, uma conquista atrativa aos impulsos sentimentais.
  Não creio ser uma medida correta, idealizar métodos comprobatórios, de pessoas a usufruir do sistema de comunicações mais usado nos dias atuais.

     Mas, pode-se e deve-se avaliar que é muito alto o índice em demanda, tanto das companhias operadoras, quanto das pessoas, na liberdade do uso de uma outra prestadora de serviços, que tem a felicidade de atender a maioria dos clientes, nos momentos emocionais de muitos que acreditam no amor, como forma única, satisfatória e correta de ser feliz, ou ao menos, tentar aproximar.
     Quantos são os diálogos e mensagens espalhadas no espaço através dos sistemas de telefonia, que usam as pessoas nesse início de século, de milênio? Os indecisos, os ciumentos, os apaixonados, os namorados, noivos e casados, todos que se acham no direito de se comunicar; das mais lindas palavras, até as tristes e vazias situações, que muitos não gostariam de transmitir ou receber.
     A evolução tecnológica eleva em muito, os recursos alimentadores dos mais sonhados objetivos do passado, que se alastram no presente, em função das complementações sentimentais de cada um, em função de suas aspirações. As comunicações telefônicas abastecem os anseios sentimentais de todas as camadas sociais e faixa etária nas mais diversificadas dos tempos.

     É um alô que vai, outro que vem, e assim vão se complementando os sentimentos da saudade, da paixão, do amor sem fronteiras, sem rancores, das aproximações das distâncias no mais curto prazo de tempo em que duas ou mais pessoas se podem comunicar.
     São muitos momentos tristes e felizes que se abraçam, se cumprimentam, se beijam, se desejam, manifestam emoções e aspirações infinitas do amor, que viaja universo afora através dos telefonemas dados, dos mais simples aparelhos fixos e sofisticados instrumentos musicais, fotográficos, de deixar os encantos nas mãos dos apaixonados do mundo atual.
     A vida continua direcionando a humanidade em busca de suas aspirações, de seus desejos na complementação dos momentos felizes, diante das repercussões de seus telefonemas, nas avaliações sentimentais.
     Vejam um casal apaixonado que vive sua emoção à distância:
     - Olá menina, como vai?
     - Vou bem, obrigada!
     - Tudo extremamente favorável ao encontro de hoje, não é?
     - É..., ou melhor, só deveremos nos encontrar logo mais, após às doze horas e trinta minutos.
     - Que pena!
     - Pena..., por quê?
     - Eu gostaria que fosse agora!
     - Agora, como assim? Se estou a trabalhar aqui, não posso me ausentar, ou ao menos recebê-lo aqui.
     - Por que não?
     - Porque é incompatível com as normas estabelecidas para a função!
     - É mesmo?
     - Sim, sempre foi assim!
     O tempo passa, as tristezas também. As saudades, às vezes, apertam um pouco mais, esperando os momentos de se libertar das paixões e se encontrarem definitivamente no amor.
     - Muito em breve, poderemos nos libertar do distinto profissional, que parece mais um astronauta bem equipado e chega a usufruir dos assuntos.
     - Por que afirma ser esse senhor um astronauta bem equipado?
     - É fácil. Verifique os traços físicos!
     - É um funcionário respeitado, que o município coloca em disjunção aos serviços estaduais e se habilitou a essa nobre função, que identifica o meu eu.

     - Não se preocupe, disse-lhe a menina.
     Ele passa de um lado para o outro, entra e sai como se nada está querendo e a amizade é fruto de nosso trabalho, disse-lhe ainda a secretária a sorrir, enquanto aguardava o momento desejado, para prosseguir o diálogo.
     - Enquanto existirem aparelhos de telefones funcionando no mundo, nós nos comunicaremos...
     - Até breve!
     Desliga o aparelho feliz, por acreditar no amor que ainda existe.
 
BOM DESPACHO, 21 DE OUTUBRO DE 2004, ÀS 19:30 H.
João Batista Silva
Enviado por João Batista Silva em 22/08/2018
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