João Batista Silva
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O Encontro Surpreendente

     Uma competente secretária estava a trabalhar na praça central de sua cidade, quando ouviu o nome de seu ex-namorado ser pronunciado por outras colegas de serviço, que trabalhavam na parte externa da firma, uma agência de venda de veículos novos e usados.
     A secretária, senhorita Nathalia, uma personagem especial, aparência apaixonante, o corpinho de uma delicadeza incomum, dirige-se até a porta principal, que dá acesso ao salão nobre do prédio, e chama pelo moço que passava:
     - Olá! Néviton, como tem passado?
     Néviton interrompe os passos rápidos que dava, volta-se para o lado da mais encantada senhorita e tenta entender o que acontecia.
     Ela complementa de modo mais delicado ainda:
     - Olá! Como passa tão rápido! Até parece que está evitando encontrar alguém, ou não está querendo nos ver? Venha até aqui! Preciso falar com você, meu inesquecível amor.
     Néviton, muito sorridente, demonstrava personalidade pressuposta de muita felicidade e que, às vezes, era irreal naquele momento. Tenta justificar, mas não consegue...
     - Não, minha grande amiga, não tenho nada a esconder, pelo contrário, eu já estava me dirigindo até aí, para cumprimentá-la.
     Direcionou-lhe a mão. Foi apertando lentamente a mão de Nathalia sobre o peito, e olhares apaixonados acompanhavam súbitos beijos e abraços.      Foram rápidos, mas envolventes.
     A saudade, as emoções, as palavras de um e do outro, os delírios satisfatórios do prazer de reverem-se, foram mais fortes e os retiveram por algumas horas ali na praça a conversar. Os dois se esqueceram de outros compromissos, que haviam assumido com outras criaturas, que se iniciavam fracos, desgastados sem perspectivas futuras.
     Quando Néviton e Nathalia olham em direção ao pôr do sol, felizes e apaixonados, quase dezenove horas!... E a nobre funcionária, que deixara a sala onde trabalhava as dezesseis, ainda se encontrava no diálogo, onde o assunto não terminava. Foram surpreendidos e nem tiveram o direito de se defenderem do amigo, às vezes, natural da Região Norte do Continente      Africano, de uma cidade paulista, de França, ou...
     Néviton não era de grandes experiências, mas não deixou se levar pelas intenções improcedentes e o convidou a desfazer do absurdo propósito. E então lá se foram cada um para seu destino e Néviton ao encontro da mais dócil e linda menina, que conhecera na cidade e que assustada havia se retirado, em busca do seu destino.
     Muito inquieta, tenta descobrir posteriormente o que havia acontecido, mas não obteve as informações desejadas do amigo sobre o desfecho e toma a liberdade de telefonar para Néviton, que também omitiu-se, para evitar outros aborrecimentos.
     A separação do casal apaixonado, Néviton e Nathalia, não conseguiu apagar o amor que ardia em chamas naquele dia à tarde.
     Muitas decisões que se tomam, se tornam erradas, às vezes de irreversíveis erros; muitos levam dez, vinte, trinta anos ou mais tentando explicar e não conseguem.
     Hoje, de um segredo se pode ter certeza, Nathalia e Néviton são mortalmente apaixonados. Os compromissos de uma e do outro são exemplos de uma vida, onde o amor é permanente, enquanto a vida durar.      Nem mesmo a separação física consegue apagar um amor verdadeiro, mesmo à distância. Ainda que o espaço maior do amor está para Deus e aos filhos que têm.

BOM DESPACHO, 06 DE OUTUBRO DE 2004, ÀS 19:00 H.
João Batista Silva
Enviado por João Batista Silva em 22/08/2018
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