João Batista Silva
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As Fotografias

As fotografias e suas estórias...
Seriam essas fotografias relíquias encantadoras de suas estórias, de suas lembranças, de suas paixões? Das paixões de tantas pessoas que se omitem, por essa ou aquela razão não se manifestam. Às vezes, o significado de uma fotografia pode mudar de uma para outra pessoa.
Não tardou demasiadamente e o momento chegou. Foi o bastante, para que vocês se deparassem com a sonhada oportunidade de reviver grandes momentos emocionantes de outrora e recordarem suas saudades, suas alegrias.
Quantas simpatias! Quantas belezas foram entregues naquele momento, em que estava a conversar com a mais linda de todas que conheceu, que conviveu! Realmente estava ali, bem defronte à sua cadeira que ocupa a parte central do escritório. Quando ela, muito delicadamente, se levantou de onde estava, dirigiu-se à sua bolsa, apanhou um embrulho e voltou-se para o amigo dizendo:
- Aqui está algo que você gostará de ver, veja menino!
Antes de passar o embrulho ao amigo, ela mesma foi desembrulhando com toda delicadeza até despir totalmente aquela fotografia, que entregou ao moço dizendo:
- Veja!
Ele recebe a foto. Conserta os óculos e sua imaginação viaja a uma velocidade incompatível.
A reação foi abundante e não conseguia conter-se diante das emoções que o vento foi soprando sobre suas faces. E cada momento que fixava mais o olhar naquela foto, mais se sentia distante de si, sentia aquele ar refrescante dos ventos se distanciando e o rosto começando a queimar. Tantos são os motivos que não tem explicação. Entende-se que houve uma reação inexplicável, muito forte, que os sentimentos foram intensos. Seus olhos ficam vermelhos como pimentas e as reações além do normal. Não seriam prantos de choros. Seria uma reação que veio para deixar rastros no fundo da alma.
Ela percebeu com rapidez e disse-lhe:
- Eu não esperava reações assim.
Eu pensei que você...
Pediu a fotografia de volta e dirigiu-se em direção à bolsa que estava guardada, deu alguns passos... Reteve-se, virou-se para o moço, fixou-lhe o olhar frente a frente, um ao outro.
Ele interroga novamente a moça:
- Por fineza, passe-me sua fotografia novamente.
O que foi feito com toda simpatia.
De posse daquela relíquia nas mãos e de tantos sentimentos no coração, ele procura controlar-se emocionalmente, esfrega os olhos, despista ao máximo e uma conclusão rápida se espalha mundo afora.
Os momentos foram emocionantes, irresistíveis... Lindos, muito lindos. Falaram aproximadamente uma hora e ele se despediu com emoção da fotografia cravada no peito. Foi o maior presente que recebeu.
- Obrigado, prendada donzela! Obrigado pela vida, pelo amor. Obrigado a Deus e a todos!

BOM DESPACHO, 17 DE OUTUBRO DE 2004, ÀS 22:00 H.
João Batista Silva
Enviado por João Batista Silva em 28/09/2018
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